O consumidor brasileiro de 2025 valoriza praticidade e espaços compactos. Famílias menores e estilo de vida dinâmico levam à busca por imóveis mais práticos e compactos. Itens como home office, áreas de lazer integradas e soluções sustentáveis são cada vez mais valorizados e, por isso, considerados tendências do mercado imobiliário. O perfil atual prioriza apartamentos funcionais, conectados e ecologicamente responsáveis.
As mudanças sociais também moldam as escolhas. O Censo IBGE 2022 mostrou famílias médias com menos de 3 pessoas, reforçando demanda por unidades menores. Isso explica o bom desempenho de apartamentos de 1 dormitório. Além disso, a maioria dos compradores preferem visitas virtuais antes de ir ao imóvel (tendência digital) e buscam bairros com boa infraestrutura. Desde a pandemia, recursos como varandas gourmet e certificações verdes (painéis solares, reaproveitamento de água) ganharam importância. Em suma, o brasileiro de 2025 exige imóveis menores, tecnologicamente equipados e ambientalmente sustentáveis.
Quais são os tipos de imóveis mais procurados?
Destacam-se residências populares: apartamentos de 1 ou 2 dormitórios com metragens compactas. Em São Paulo, por exemplo, imóveis de 2 dormitórios representam grande parte dos lançamentos e das vendas. Unidades de até 45 m² dominam a oferta e imóveis na faixa de preço popular (R$ 264 – 350 mil) lideram o mercado. Em 2025, as unidades enquadradas no programa Minha Casa Minha Vida continuam prevalecendo.
Em geral, o comprador busca imóveis de menor porte e valor acessível. Isso inclui estúdios e unidades de 1 dormitório (que lideraram a valorização recente) de acordo com o índice FipeZap. Embora muitos sonhos sejam casas de rua, na prática os apartamentos concentram boa parte das vendas devido à maior oferta em condomínios. Imóveis prontos para morar, em bairros bem localizados e com documentação regularizada, têm tido maior procura. Sendo assim, apartamentos compactos e dentro do orçamento médio do brasileiro são os tipos mais buscados em 2025.
Como a tecnologia está impactando o setor?
A tecnologia revoluciona a forma de comprar e alugar. Ferramentas como tours virtuais (VR) e realidade aumentada permitem visitar imóveis à distância, acelerando decisões de compra. Plataformas online, apps de realidade virtual e drones para vídeos de apresentação criam experiência interativa. Além disso, big data e inteligência artificial viabilizam ofertas personalizadas e análise de mercado em tempo real, melhorando o trabalho dos corretores.
Na construção civil, casas inteligentes (com IoT) e soluções sustentáveis ganham força. Imóveis com automação residencial (iluminação, segurança, climatização controladas por apps) agregam conforto e eficiência energética. Contratos baseados em blockchain (smart contracts) começam a ser estudados para aumentar a segurança e rapidez nas transações. Portanto, processos digitais (vistorias por vídeo, assinaturas eletrônicas e marketing online) tornam o mercado mais ágil, enquanto a tecnologia embarcada nos imóveis agrega valor aos empreendimentos.
O que esperar dos preços dos imóveis neste ano?
Espera-se alta moderada nos valores. O Índice FipeZap mostra que, até junho de 2025, o preço de venda residencial acumulou alta de 3,33% (acima da inflação do período). No entanto, fatores de custo pressionam os preços: o INCC (custo de construção) subiu 7,54% nos últimos 12 meses e os lançamentos caíram 7% no 1º trimestre de 2025. Essa oferta restrita, combinada ao aumento de custos de obra, tende a pressionar os valores para cima. Especialistas da CBIC alertam que a baixa oferta, somada a custos mais altos, pode elevar os preços dos imóveis.
Em resumo, prevê-se um cenário de valorização contida. Com juros em queda, a demanda cresce (principalmente por imóveis populares), mas a alta dos custos e baixa oferta limitam ganhos abruptos. A expectativa é de estabilidade relativa: áreas já valorizadas e bem localizadas podem continuar subindo, enquanto os preços médios nacionais devem crescer levemente ao longo do ano. Em outras palavras, pequenos aumentos de valor são previstos, desde que não ocorram choques econômicos inesperados.
Quais regiões do Brasil estão em alta?
Capitais do Norte/Nordeste e do Sul têm liderado a valorização. Nos últimos 12 meses, segundo o índice FipeZap, Salvador (BA) e João Pessoa (PB) registraram as maiores altas de preço por m² do país. Em seguida vêm Vitória (ES), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG). Essas cidades atraem empreendimentos por ter qualidade de vida, infraestrutura em expansão e turismo forte.
Em termos de preços absolutos, destacam-se cidades litorâneas do Sul e do ES. Balneário Camboriú e Itapema (SC), além de Vitória e Itajaí (ES), estão entre as 5 cidades com maior valor médio de venda (mais de R$ 12 mil/m²). No Sudeste, São Paulo e Rio continuam aquecidos, porém com aumentos menores. Regiões metropolitanas próximas às capitais (como ABC paulista e Grande BH) também seguem em alta moderada.
Outras cidades médias vêm ganhando atenção: Joinville (SC) e Goiânia (GO) registram forte demanda e crescimento de preço, refletindo o redirecionamento de lançamentos para locais com menor concorrência. Em geral, a tendência é de valorização nas praças com infraestrutura crescente, atrativos naturais e menor oferta de terreno. Dessa forma, o litoral do Sul e grandes centros nordestinos estão em alta, bem como áreas urbanas com novos investimentos públicos e privados.
Como o mercado de imóveis sustentáveis está evoluindo?
O segmento sustentável cresce aceleradamente. Imóveis com características ecológicas e eficiência energética são cada vez mais procurados. Edifícios com painéis solares, sistemas de reuso de água e uso de materiais sustentáveis atraem atenção de compradores e inquilinos. Casas inteligentes (com automação de luzes, segurança e climatização) agregam conforto e baixo consumo, elevando o valor do imóvel.
Além disso, consumidores jovens e conscientizados preferem pagar um pouco mais por imóveis “eco-friendly” que reduzem custos futuros (menor conta de energia, água) e cuidam do meio ambiente. A tendência é que incorporadoras invistam cada vez mais em projetos verdes, estimuladas por incentivos fiscais e marketing de sustentabilidade. Em suma, em 2025 os imóveis sustentáveis seguem como nicho em expansão, impulsionados pela consciência ambiental e pelo ganho de eficiência que representam.
Vale a pena investir em imóveis em 2025?
Sim, mas com estratégia de longo prazo. Com juros básicos em queda, o crédito imobiliário ficou mais acessível, estimulando compras e aquecendo a demanda. A CBIC projeta crescimento moderado no setor para 2025, especialmente se estímulos como a nova faixa do Minha Casa Minha Vida forem mantidos. Isso significa que investir em imóveis bem localizados pode trazer ganhos com valorização e renda de aluguel. Bairros consolidados e cidades em expansão demográfica são bons alvos.
Por outro lado, é preciso cuidado. A rentabilidade do aluguel residencial gira em torno de 5–6% ao ano, abaixo dos rendimentos médios de aplicações financeiras conservadoras. Além disso, imóveis têm custos de manutenção e demandam capitais de longo prazo. Logo, antes de investir, avalie a liquidez, perfil do imóvel e alternativas de aplicação. Para quem busca diversificação e proteção contra a inflação, o imóvel ainda é opção sólida, mas é aconselhável escolher bem o local e considerar ciclos de mercado. Portanto, 2025 pode ser um ano atrativo para investir em imóveis, desde que o comprador analise preço, renda potencial e riscos, alinhado aos indicadores de mercado.
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